terça-feira, 1 de novembro de 2011

Post-it

Não sinto a tua falta.
Sinto a falta que me fazes,
A falta que tenho de ti...
Por não te ter em mim.


M

sábado, 29 de outubro de 2011

"That's why we move on, cuz it scares the crap out of us to stop trying."

Porque ter medo nem sempre é mau, faz-nos arriscar mais do que alguma vez arriscaríamos se não o tivéssemos. Parar de tentar significa que perdemos e não há mais nada a fazer, e ninguém gosta de admitir uma derrota. Sobretudo quando essa derrota não é a derrota num jogo, mas sim uma derrota face a quem somos, a quem existe ou a quem deixou de existir connosco, porque decidimos parar de tentar.

M

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O outro lado das coisas

Não é a ideia de perder que assusta, é a ideia de perder alguém de quem se gosta.
Não é a despedida que custa, é o virar de costas para ir embora.
Não é a efemeridade das coisas que mete medo, é o não saber aproveitar o tempo que duram.
Não é o escrever que revela o que somos, é aquilo que fazemos antes e depois da escrita.

Mudar não é mau quando se muda para algo melhor.
Cair custa menos se soubermos que alguém vai estar lá para nos ajudar a levantar.
Ter saudades dói menos quando sabemos que o dia de acabar com as ausências já esteve mais longe.

Ás vezes é bom ver o outro lado das coisas, olhar para lá do que os olhos podem ver e do que o coração sente.

M


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

?

Quantas vezes é preciso dizermos a uma pessoa que nos faz falta, para conseguirmos que sinta metade das saudades que temos dela ?

M

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"the vow"

Quero mesmo ver isto.




"I vow to live within the warmth of your heart. I promise to never forget that this is a once in a lifetime love!"
‎"Life's all about moments of impact and how they change our lives forever, what if one day we can no longer remember any of them?"

"I'll always love you. The fact is you're just meeting me and I'm just a stranger..."

"How do you look at the girl you love and bare yourself stand to walk away?"

"Can a once in a lifetime love find a second chance?"

"I vow to love you and no matter what challenges might carry us apart, we will always find a way back to each other."



M

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

There are moments in life when you have to make decisions, when you have to choose between what your heart feels and what your head thinks, cuz you can't find something in the middle of that. And, all of a sudden, you jump straight to the conclusion that your head is the right thing to follow through with and you let things go. But a minute later, you figure out you can't cope with the feelings you tried to shut down, and you run, hoping to get a whole new chance, hoping that time hasn't run out yet and there's still something for you to do. Well, you got there and you found yourself alone, it's all over and you were the one to take the wrong way.
Sometimes you get another chance, sometimes you don't, I believe it's better not to know if you get to get that chance or not, it's not worth risking the most important things in your life, just cuz you think it's the right thing to do. Live, love, laugh, dream, be who you are and take care of who's with you, I guess life's meant to be lived like that.

Apeteceu-me escrever em inglês, não tenho nenhum porquê.

M

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Acho que o estar bem depende muito mais do "com quem estou?" do que do "onde estou?". Porque uma multidão de desconhecidos é, para mim, ninguém, porque a pergunta certa, o olhar certo, a presença certa fazem a diferença e nem sempre têm a devida atenção. Porque nem sempre o dizer substitui o fazer, e vice-versa.

M

sábado, 27 de agosto de 2011

"To a Stranger" by Walt Whitman

E, no meio da fantástica poesia de Walt Whitman, encontrei este poema para partilhar...


To A STRANGER
by: Walt Whitman (1819-1892)
      ASSING stranger! you do not know how longingly I look upon you,
      You must be he I was seeking, or she I was seeking, (it comes to me as of a dream,)
      I have somewhere surely lived a life of joy with you,
      All is recall'd as we flit by each other, fluid, affectionate, chaste, matured,
      You grew up with me, were a boy with me or a girl with me,
      I ate with you and slept with you, your body has become not yours only nor left my body mine only,
      You give me the pleasure of your eyes, face, flesh, as we pass, you take of my beard, breast, hands, in return,
      I am not to speak to you, I am to think of you when I sit alone or wake at night alone,
      I am to wait, I do not doubt I am to meet you again,
      I am to see to it that I do not lose you. 
       
       

sábado, 18 de junho de 2011

Descanso que é feito de ti?

E, de vez em quando, há tanta coisa para fazer que se perde a noção das coisas e a falta de orientação é "palavra" de ordem. Livros para aqui, folhas para ali, horas de sono nem vê-las! Nunca tinha desejado tanto 2 meses de férias, um mês para dormir e outro para trabalhar. Alguém tem um génio da lâmpada que me passe aos exames e me ponha já a dormir? Como costumo dizer, "era de valor"!

M

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Filme - "Waiting for Forever"

"Dear Emma,
Those two words, "Dear Emma", take me away to another time, when we used to write to each other after my mum and dad died. I used to tell you about my new friends and my new life, and you used to tell me about the grant time my mum and dad were having in heaven... Truth is nothing. what you believe to be true is everything. And the main thing that I used to believe was that I would be with you forever. Forever... The reason that has taken me so long to write you was that I see that I've been a fool. I spent my life fooling myself. Every letter I've ever written to you has been a love letter. How could they have been anything else? I can see now that all of them, except for this one, were bad love letters. Bad love letters beg for love back, good love letters ask for nothing. This, I'm pleased to announce, is my first good love letter to you, because there's nothing more for you to do. You've already done everything, I have enough of you to last in my head forever, so please don't ever worry about me. I'm "peachy", I really am, I have everything. If I had one wish, it would be that your life brings you a taste of the happiness you have brought to me. That you can feel what it's like to love.
Your friend forever,
Will."

Fonte: filme «Waiting for Forever»

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Let them roll down your face
It's only tears after all.
No one in the world can escape
When feelings get down on the floor...


M

segunda-feira, 23 de maio de 2011

It can go on forever

 "There's a reason I said I'd be happy alone. It wasn't because I thought I'd be happy alone,  it was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It's easier to be alone. Because, what if you learn that you need love... and then you don't have it? What if you like it? And lean on it? What if you shape your life around it... and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love is like organ damage, it's like dying... The only difference is that death ends. This? It can go one forever."

Anatomia de Grey




M

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Com o tempo




  É fim do dia, e o sol cai silencioso no horizonte. Fecho os olhos, abro os olhos, tudo continua no mesmo lugar. Há coisas que não mudam... Os caminhos, os lugares, os olhares, os sentimentos, é estranho como se alteram, é estranho como as pessoas os vêem alterar e deixam as coisas acontecer. Depois correm, gritam, perguntam-se em que é que erraram se nada se alterou.. Não sabem que o maior erro foi esse, o não saber ver que nas entrelinhas havia coisas diferentes, que o tempo muda as coisas que se deixam ir e torna mais fortes as que lutam por permanecer.
     Conto os passos que dou na direcção que não quero seguir, os pensamentos vão parar onde não posso estar e por vezes o eco faz-me escrever, dizer, pensar coisas sem nexo que a pouco e pouco vou deixando ir.

M

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Não.

“ Se calhar sou doida, sofro da mais antiga enfermidade do ser humano e que ainda nenhum cientista se lembrou de diagnosticar, estudar e classificar como uma patologia: não sei viver sem amor. Preciso de amar e de ser amada para viver sem me deixar engolir pela realidade, sem sentir que estou a lutar para me manter à tona. A vida sem amor é para mim uma questão de sobrevivência, um deserto imenso e assustador, um vazio do tamanho do buraco negro. Porque antes de tudo e depois de tudo, está o amor. E tudo acaba, tudo passa, tudo se desfaz, se desfigura, se dissipa, se enterra ou se transforma, mas o amor nunca acaba, porque é impossível viver sem amor. Mesmo que só existam palavras, o amor vive-se na mesma. A pior coisa é não amar, penso que isso não existe” - Margarida Rebelo Pinto in Diário da tua Ausência


M



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

páginas soltas, capítulos fechados.



     Gostava de parar o tempo, pará-lo só para mim e ficar quieta, em silêncio, a ver o resto do mundo girar. Sem razão nenhuma aparente, só porque sim. Ou talvez, só porque tenho curiosidade em ver o resto do mundo a  girar sem mim, em ver que, na verdade, nada ia mudar. 
     É mesmo assim, o mundo não muda se eu não estiver. Não porque me menospreze ou porque ache que sou menos que alguém, mas porque tenho consciência que não significo assim tanto. É um facto, talvez as pessoas que gostam de mim sentissem saudades, talvez alguém que nem conheço desse pela minha falta, talvez tanta coisa. No entanto, com o passar do tempo as coisas mudam, a memória vai deixando soltas as páginas que já se viraram e deixa voar os capítulos que foram fechados. A longo prazo ninguém vai saber sequer que existi, é assim, vai ser sempre assim.
     Quero ser algo agora, quero que sintam a minha falta agora, o "agora" é tudo o que temos e podemos tomar por garantido. Com os meus medos, os meus sonhos, as minhas coisas boas e más, que num todo constituem quem sou, estou aqui para quem gosto e para quem possa vir a gostar.
     


M

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um poema de que gosto muito e que faz todo o sentido...


I carry your heart with me

I carry your heart with me
(I carry it in my heart)
I am never without it
(anywhere I go you go, my dear; 
and whatever is done by only me is your doing,my darling)
I fear no fate
(for you are my fate,my sweet)
I want no world
(for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;
which grows higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart) 


Edward Estlin Cummings (E.E. Cummings) 



M




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Olhar

   

     Olhar, é o que as pessoas fazem todos os dias. Olham umas para as outras enquanto correm para o trabalho, com os olhos semi-cerrados depois de uma noite mal dormida, ou quando voltam para casa, ao final de mais um dia cansativo. E é mesmo isso, mais um dia, que passou sem se dar por isso e sem ser valorizado. Olhamos, olhamos e voltamos a olhar, na verdade não vemos nada. 
     Pela primeira vez, senti que alguém realmente me viu numa visita ao hospital, numa manhã em que fiz voluntariado e fomos animar o serviço de pediatria. Não me lembro do nome, mas lembro-me tão bem da cara daquela menina, tão pequenina, tão indefesa e que passou dez minutos a brincar comigo com um sorriso feliz e tão sincero que me preencheu a alma. No fim, quando lhe disse adeus, olhou-me com uns olhos tão abertos, tão escuros e profundos e que em silêncio me diziam tudo. Ela viu-me. Disse-me adeus, só com aquele olhar, que nunca vou esquecer e que por mais que tente não consigo descrever minimamente o que me fez sentir. Achei-me pequena, insignificante, perto daquela criança tão pequena e que ao mesmo tempo dizia mais que eu apenas com um olhar.


M



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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Despedidas


     Vazio. Uma, duas, três vezes, olho para estas quatro paredes e apercebo-me de que restamos apenas eu e o nada. O vazio da tua ausência, que me prende durante horas a pensar em "ses" infundados e me faz querer correr sem parar até conseguir deixar de pensar tanto e apenas fazer. Fazer o que o coração e a alma mandam, e, por momentos, deixar de fora o que a consciência diz.
     Agora tenho-te, amanhã já partiste. É sempre assim. A vida é feita de partidas e chegadas, abraços apertados de felicidade por te ter finalmente e abraços apertados de quem sabe que tem que te deixar ir mas de quem a vontade era que ficasses. A diferença é enorme. Beijo-te, abraço-te, viro costas e tento ir embora sem olhar para trás, sem sentir um murro no estômago e um aperto no peito que não sei de onde vêm. Nunca consigo, páro e tenho que te olhar mais uma vez, mesmo que já não me vejas, mesmo que já tenhas partido, tenho que tentar. 
     Depois sim, fecho os olhos, dou meia volta e vou embora. Acelero o passo, penso que vais voltar mesmo não sabendo quando, limpo as lágrimas que vão caindo pelo caminho e apanho os pedaços de mim que perdi quando me deste aquele último abraço. É assim cada vez que vais. Algures dentro de mim, tenho a ideia de que isto nos torna melhores, com mais certezas sobre se os sentimentos são verdadeiros e fortes o suficiente para sobreviveram às despedidas que passaram e às que virão.




M



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