quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pode ser

Ao som disto,
 
escrevi isto:
 
Nó no estômago. Porque sou sempre a que vai embora. Porque sou sempre a que não quer causar estragos e recua.
Gostar é fácil, o difícil é ficar depois de ter chegado. O difícil é deixar de querer quando já se quer. Na hora de decidir caio sempre para o mesmo lado: o lado do "adeus, estou aqui sempre que precisares mas agora tenho que ir embora antes que seja tarde demais".
Já falta pouco para sair daqui e poder mudar isto. Aqui tenho demasiadas memórias de todas as histórias do quase que acabaram no nada. Pode ser que fora daqui seja melhor que isso. Pode ser que fora daqui me preencha em vez de me sentir entregue a mim. Pode ser.
 
M

domingo, 5 de julho de 2015

À Procura

À procura. Reina a dúvida sobre o que é, mas sei que estou nesse mesmo caminho, sei que não sei o que esperar, mas espero.

Eis a minha verdade: eu espero. Pelo que for, pelo tempo que for. Espero na esperança que algures no tempo faça sentido e, mais que tudo, espero na esperança que valha a pena.

Sei que sinto, provavelmente, mais do que devia. 
Penso, certamente, mais do que devia. 
Escrevo, claramente, mais do que sei.

E é isto que me passa pela cabeça no final de um fim-de-semana aleatório, sentada no sofá a divagar com os livros a "olharem" para mim.


M