quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Little Things

Hoje ouvi isto e partilho da opinião.
M

"I want someone who notices the little things."

domingo, 21 de setembro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Conversa de Estranhos

A vida segue, em olhares e vozes de estranhos que me despertam a atenção. Sentada num banco, enquanto apanho sol e leio um livro, respiro fundo e encontro-me em mim. 

Chegou um casal que, entretanto, percebi ser apenas um par de amigos felizes. Sentaram-se à minha frente, cada um com a sua mini, e estão a ter uma conversa deveras interessante sobre a vida em geral. Ela, inglesa, anda 
à procura de um sentido para "isto tudo" e vai dizendo "I can't live life just because it's simple. I could be sitting at my parents house in London, doing nothing and feeling alone. But I needed to find a way to get some answers and I decided to come on this 6 months trip(...)". Ele - português - vai dizendo que sim, dando algumas opiniões e desabafando sobre as namoradas que nunca tem por muito tempo. Ela continua, a falar do namorado que "has something to do and enters in his own world. He leaves me out and I couldn't get to him so I left." 

A conversa durou até que, de repente, ele se levanta, chama-lhe "selfish bitch" e vai-se embora enquanto ela fica a chorar no miradouro à minha frente. Esta é a parte em que devia admitir que estava a ouvir a conversa e me apetecia dizer-lhe que ele não teve razão. Mas, antes de eu ganhar coragem, ele voltou. Discutem e apercebo-me que - segundo ele - ela era uma "selfish bitch" porque o queria ajudar e combinar algo para o dia seguinte com uma rapariga em que ele estava interessado. 

Conclusão... ele voltou a ir-se embora, depois de dizerem um ao outro que não se iam voltar a falar. A minha paz de espírito momentânea foi-se, decidi ir-me embora enquanto lia um postal que dizia "Life is too short and the world is too small".


M

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

quote



You can't be fixed by the same person who broke you.



M

sexta-feira, 4 de julho de 2014

domingo, 29 de junho de 2014

Quote

"Pausa. Os minutos colaram e parecem horas que demoram a passar. As palavras abandonaram-me em busca de bocas mais sábias e com melhores histórias para contar e a vida repete-se em constantes momentos sempre iguais ao anterior, vazios de conteúdo. De emoção. Nada de novo acontece e até o sol abandonou as minhas janelas para dar lugar à chuva. Pausa. O prédio morre aos poucos, mais lentamente do que os que o habitam e eu vejo a decadência de tudo e de todos sem que nada possa fazer. Tenho medo. Medo que sem forças para lutar, seja contaminada nesta degradação. Pausa. Disseste-me outro dia em conversa, que este não era um sítio sinónimo de felicidade. Eu sei. Mas também sei que já me esqueci do que isso significa. Preciso de ti. Dos outros. Do que deixei para trás e talvez assim, voltar a fazer sentido. Pausa. Para recordar-me dos dias que passámos na praia de água gelada onde só tu tinhas coragem de nadar. Onde eu torrava ao sol ou gastava palavras com os outros. Ou simplesmente, via as ondas que enrolam nas pedras coloridas. Tenho-as ainda guardadas para que nunca me esqueça desses dias mas deixei-as tal como aos outros, numa caixa que ficou para trás. E agora? Estou tão longe daí que me sinto perdida algures no caminho. "Encontra-te!"- dirias. Se tu soubesses o quanto me é difícil agora... Foi para isso que aqui vim e agora que dois anos e meio passaram, sinto que apenas me desencontrei. Enchi páginas do meu livro de vida mas se o espremer, só escorre quantidade... E isso nunca foi suficiente para mim. Vi recentemente duas pessoas diferentes, que toda a vida acumularam coisas que lhes diziam algo ou relembravam momentos felizes, partirem desta vida sem elas. Acabaram num contentor de lixo, comidas pelo bicho e pelo pó porque não dizem mais nada a ninguém. E eu não quero isso para mim. Pausa. Preciso de algo que todo o dinheiro que posso receber aqui, nunca poderá comprar. Preciso de mim."

From http://konversasdekafe.blogspot.pt/2014/06/pausa.html

terça-feira, 17 de junho de 2014

Once I care

I hope you're happy. Wherever you are, wherever you'll go, I hope you know I want nothing more than for you to be happy.
I need to know that somehow you're smiling and someone's smiling back at you. And I don't know if you know this but, despite everything, I'll always care.
I'll probably go away, or maybe you will, that's how the story goes with me. I thought you were different, I thought it was enough... And once again I was wrong and you are almost gone.
So, whoever you are, whenever you come... Don't let me get to know you if you don't plan on staying, cuz once I care I'll always care.

M

sábado, 31 de maio de 2014

2 anos

Faltam menos de 3 semanas e passaram 2 anos. As memórias são as mesmas, tal como a lição.
Ainda não sei entender isto e tu, por motivos óbvios, já não me podes explicar. Nem a mim nem a ninguém. De qualquer forma, não tenho a certeza que tenhas entendido. Mas, se não entendeste, pelo menos soubeste aceitar... E eu não sei.
A frase, também não a esqueci.

2 anos.

M

terça-feira, 27 de maio de 2014

Mais uma que faz sentido.
M



domingo, 25 de maio de 2014

"Mas quem sou eu? Eu, mal me compreendo a mim. Quem sou eu para julgar os outros? Quem sou eu para os calar desse vício do qual parecem alimentar-se numa constante matança de sede de vigança sem razão? Quem sou eu para dizer que erraste? Quando muitas vezes o erro... Não foi nosso... Eu já tinha dito noutras linhas, noutro texto, noutro discurso em pensamento, numa conversa que nunca aconteceu.. Sou e serei sempre aquela que tudo sabe e nada pode contar."

in
http://konversasdekafe.blogspot.pt/2014/05/palavras-mudas.html

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Um alguém

Para um alguém.

M


  

"Queria tanto ser tua, e no entanto nunca deixei de ser tua,
estendes-me esse sorriso e eu deito-me, nada me manipula mais do que esse sorriso,
e as tuas mãos tão grandes nas minhas pequenas,
a dimensão do teu olhar,
fico inteira por dentro dele, protegida e só eu, à espera de que o mundo acabe para sermos só nós para sempre,
sou feliz quando me amas, e isso aterroriza, entendes?, ninguém merece gostar assim, muito menos eu, que sou apenas uma pessoa como outra qualquer,
como pode o amor mais talentoso do mundo pertencer a alguém tão normalzinha quanto eu?,
e não sei o que fazer, devia estar preocupada com o que nos pode acontecer por fora, com aqueles que nos podem fazer mal,
porque há tanta gente que nos quer fazer mal?, porque é amar tão criminoso assim?,
mas só me preocupo com o que nos pode acontecer por dentro,
quero que me ames seja onde for, contra quem for, doa o que tiver de doer,
quero que me ames mas não consigo ser heróica o suficiente para te amar imediatamente,
preciso de um tempo de descanso, amar tão toda cansa,
amar cansa,
mas não amar mata,
hei-de pensar em qualquer coisa para nos tirar daqui, qualquer coisa que nos leve juntos para algum lado,
nem que seja um tiro, sei lá,
pode ser ou fazes questão de continuar vivo?"







in http://odiariodeumhumano.blogspot.pt/2014/05/89.html


sábado, 3 de maio de 2014

One more quote

"(...) que me interessa saber o que me dói se é precisamente saber que me dói o que me faz doer antes de mais nada?,
isto para te dizer que ninguém devia saber da existência da morte, as pessoas acontecem e deixam de acontecer, como a chuva,
isso,
como a chuva,
a chuva existe e depois deixa de existir e ninguém se queixa, é assim,
se todos víssemos a morte como vemos a chuva talvez viver custasse menos,
e sobretudo morrer,
o que custa na morte é deixar pessoas para trás,
e o que custa na vida é isso também,
gostava de ter mais ignorância em mim, tenho a certeza, e basta-me a perfeita consciência disso para me custar ainda mais saber que não a tenho(...)"


in http://odiariodeumhumano.blogspot.pt/



E é exatamente isto.

M

terça-feira, 29 de abril de 2014

Muito antes


Contei tantas vezes os dias para te voltar a ver que chega a ser estranho ter-te perdido o rasto.
Tu não sabias e eu nunca te disse, apenas porque nunca houve nada em ti que me dissesse que era o que querias ouvir.
Sabia exactamente onde te encontrar e como chegar a ti. Nunca tive conselhos sábios para te dar, mas sempre te soube ouvir.  Acho que era só isso que querias de mim e que eu, como ninguém, te sabia dar.
Começaste a deixar de aparecer, passámos a cruzar-nos por acaso, até ao dia em que os acasos deixaram de acontecer.
Perde-mo-nos um ao outro muito antes de nos termos perdido um do outro. Demorei muito tempo a perceber isto, porque não queria ver que talvez não tenha feito o que devia para que isto não tivesse sido assim.

Fica o apontamento.

M

domingo, 27 de abril de 2014

E passo a citar...

Mais um "achado" para partilhar.

M


"Nada do que vivemos, foi em vão. Nada do que dissemos, esquecido. Às palavras e gestos, guardo-os em mim como os sonhos... esperando dias melhores.
Mas não me peças para pensar. É sempre quando o faço que tudo vira confusão.(...)"

from 
http://konversasdekafe.blogspot.pt/2014/04/we-are-nothing.html


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Feitos e Desfeitos

Escrever-te sem te ver,
É este o melhor que te dou.
Sem saberes nem notares,
Dei-te mais do que sou.

Sinto-te a ausência
E os sorrisos para que não houve tempo,
Porque estava contado e acabado
As despedidas vieram para ficar.

Digo-te agora,
(Que as palavras já não fazem sentido),
Adeus, até já,
Vê-mo-nos por aí.

Ficas comigo,
Parto contigo,
Feitos e desfeitos
Daquilo que soubemos e não soubemos dar.


M

segunda-feira, 10 de março de 2014

Não sei se voltas

"(...) não sei se voltas, na verdade, talvez seja altura de renunciar, não te tenho aqui para te ver e não sei se será possível continuar a estar apaixonado por quem não me conhece, o que achas?,
os loucos vêem no impossível todos os motivos para continuar enquanto que os outros vêem todos os motivos para desistir, e ainda lhes chamam malucos (...)"


Li isto hoje e faz todo o sentido.

M

domingo, 2 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Quote


"O que custa mais não é tanto lembrar - é não esquecer.
O que é que se faz com o que nos fica na cabeça, quando já não há nada para fazer?"

Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido



M

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Livro do Desassossego - excerto

Gosto muito, hei-de ler este livro um dia.

M


Dói-me qualquer sentimento que desconheço; falta-me qualquer argumento não sei sobre o quê; não tenho vontade nos nervos. Estou triste abaixo da consciência. E escrevo estas linhas, realmente mal-notadas, não para dizer isto, nem para dizer qualquer coisa, mas para dar um trabalho à minha desatenção. Vou enchendo lentamente, a traços moles de lápis rombo - que não tenho sentimentalidade para aparar - , o papel branco de embrulho de sanduíches, que me forneceram no café, porque eu não precisava de melhor e qualquer servia, desde que fosse branco. E dou-me por satisfeito.


BERNARDO SOARES
in "Livro do Desassossego"

De lugar nenhum

Sinto o sufoco
De um vazio sem anúncio
De um abraço
Que nunca chegou.

Um sorriso estranho
Que veio sem dizer
Quem era, de onde vinha,
O que tinha para esquecer...

Eu vim de lugar nenhum,
Sítios que não encontrei,
Quis partir, trazer comigo
Histórias que um dia contei.

Eu vim de lugar nenhum,
Trago em mim nada para dar,
Quis partir, tentar de novo,
Aprender quando parar.


M


sábado, 4 de janeiro de 2014

Not enough





That is the question.

M

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Acreditar

Acreditar... Como é que se faz para acreditar quando tudo nos escapa entre os dedos? Como é que se faz para lutar quando a luta não é nossa e só podemos assistir?
Estou a tentar descobrir. Estou a tentar acreditar e lutar e ser forte, mas o peso dos dias às vezes leva a melhor. E vejo por aí tantos olhares vazios em busca de um sentido qualquer para isto, escondidos atrás de sorrisos disfarçados. 
Isto, seja lá o que isto for, tem sempre o mesmo fim. Sim, é possível ser-se feliz no entretanto, mas (como li há algum tempo) é preciso deixar doer o que há para doer primeiro.

M





Imagem: http://estudos.gospelmais.com.br/files/2012/11/acreditar_e_crer_sao_as_mesmas_coisas.jpg

Nó na garganta

Tenho um nó na garganta que não me tem deixado escrever.
Pomos demasiado em jogo, pomo-nos demasiado em jogo. E vamos perdendo... e voltando a perder... e quando damos por isso perdemos foi o fio à meada.
Mais uma lição de vida, mais uma. E não queria isto, não queria nada disto, porque não é justo.
Outra vez, tudo outra vez... e eu, que não posso fazer nada e fico com este nó na garganta.

Quero esperar pelo melhor, mas só vejo o tempo a passar e o pior a chegar.

Sinceramente, não percebo. Outra pessoa, outro ano e a mesma história triste a acontecer.


Força, continua a lutar! Contra todas as probabilidades e prognósticos, vou continuar a acreditar contigo.



M