terça-feira, 29 de abril de 2014

Muito antes


Contei tantas vezes os dias para te voltar a ver que chega a ser estranho ter-te perdido o rasto.
Tu não sabias e eu nunca te disse, apenas porque nunca houve nada em ti que me dissesse que era o que querias ouvir.
Sabia exactamente onde te encontrar e como chegar a ti. Nunca tive conselhos sábios para te dar, mas sempre te soube ouvir.  Acho que era só isso que querias de mim e que eu, como ninguém, te sabia dar.
Começaste a deixar de aparecer, passámos a cruzar-nos por acaso, até ao dia em que os acasos deixaram de acontecer.
Perde-mo-nos um ao outro muito antes de nos termos perdido um do outro. Demorei muito tempo a perceber isto, porque não queria ver que talvez não tenha feito o que devia para que isto não tivesse sido assim.

Fica o apontamento.

M

domingo, 27 de abril de 2014

E passo a citar...

Mais um "achado" para partilhar.

M


"Nada do que vivemos, foi em vão. Nada do que dissemos, esquecido. Às palavras e gestos, guardo-os em mim como os sonhos... esperando dias melhores.
Mas não me peças para pensar. É sempre quando o faço que tudo vira confusão.(...)"

from 
http://konversasdekafe.blogspot.pt/2014/04/we-are-nothing.html


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Feitos e Desfeitos

Escrever-te sem te ver,
É este o melhor que te dou.
Sem saberes nem notares,
Dei-te mais do que sou.

Sinto-te a ausência
E os sorrisos para que não houve tempo,
Porque estava contado e acabado
As despedidas vieram para ficar.

Digo-te agora,
(Que as palavras já não fazem sentido),
Adeus, até já,
Vê-mo-nos por aí.

Ficas comigo,
Parto contigo,
Feitos e desfeitos
Daquilo que soubemos e não soubemos dar.


M