domingo, 31 de janeiro de 2016

Quoting once more

"(...) Olha ao teu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos. Não fazemos mesmo parte disso! Entrámos sem telefone na mão, na expectativa de encontrar pessoas simpáticas e interessantes, com conversas interessantes, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de estatutos onde as pessoas não vão querer-te porque tu moras longe, ou porque não gostam da tua cor de cabelo ou porque tu não curtes os Beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém. Eu passo por essa legião como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está ao redor enquanto procuram alguém no tinder.

E eu importo-me? Não mais. Sou inamorável porque não me importo com nada disso. Não me importo com nenhum desse estatuto, não me importo em quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se terei que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um convite para ir ver o show dos Beatles porque é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Porque eu sou assim, e se antes era isto que procurávamos em alguém, hoje em dia somos considerados inamoráveis por mantermos o coração e a mente aberta."

Fonte: http://jafoste.net/a-geracao-de-mulheres-inamoraveis/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Digo-te adeus

Hoje, enquanto olho discretamente para quem acho que veio mudar o meu rumo, digo-te adeus. Digo-te que espero que sejas o feliz que não pude fazer-te e, se puderes, ainda mais. Não voltes atrás, agora já não há volta a dar porque, pela primeira vez, não vou lá estar.

Foste tudo o que um dia quis e, também, tudo o que durante muito tempo desfiz. Desfiz de mim, em mim, para mim. Ensinaste-me a esperar por quem merece, a querer o que não esquece e o que não parte sem mim.

Vais ser sempre o primeiro. Aquele a quem disse "gosto muito de ti" na inocência da idade e na expectativa do retorno (que não aconteceu).  Ainda assim, serás sempre o que vou lembrar com o coração e a força de saber o quanto aprendi a amar - nas pessoas, nos gestos, nos momentos - sem ti, sem palavras e sem grande justificação.

Deste-me tudo quando decidiste não me dar nada. Talvez fosse esse o teu amor por mim, mesmo que na altura nenhum de nós o soubesse. Foste... agora vou eu.

Voltei a querer escrever com as emoções na ponta dos dedos e da melhor forma que sei. E isso é bom. Isto é bom.



M

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Há qualquer coisa

Há qualquer coisa em ti que me deixa curiosa. 
Há qualquer coisa no sorriso aberto e, ao mesmo tempo, tímido que me mostras quando passo por ti e não podemos falar. (Gosto da forma como os teus olhos também me sorriem). 
Há qualquer coisa na forma natural como conversas comigo com um à vontade de quem - parece - me conhece há anos. E afinal só nos conhecemos há um par de semanas. 
És o inesperado por que tenho estado à espera? Ou estás só de passagem e eu estou a ver coisas a mais?
Por uma vez não quero saber. Por uma vez e em bom português... que se lixe! Vamos ver o que mais me vais mostrar e vamos ver o que mais te vou mostrar. E, depois, se for tempo de dar, vamos ver qual é o caminho.

Há qualquer coisa em ti.

M