quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Digo-te adeus

Hoje, enquanto olho discretamente para quem acho que veio mudar o meu rumo, digo-te adeus. Digo-te que espero que sejas o feliz que não pude fazer-te e, se puderes, ainda mais. Não voltes atrás, agora já não há volta a dar porque, pela primeira vez, não vou lá estar.

Foste tudo o que um dia quis e, também, tudo o que durante muito tempo desfiz. Desfiz de mim, em mim, para mim. Ensinaste-me a esperar por quem merece, a querer o que não esquece e o que não parte sem mim.

Vais ser sempre o primeiro. Aquele a quem disse "gosto muito de ti" na inocência da idade e na expectativa do retorno (que não aconteceu).  Ainda assim, serás sempre o que vou lembrar com o coração e a força de saber o quanto aprendi a amar - nas pessoas, nos gestos, nos momentos - sem ti, sem palavras e sem grande justificação.

Deste-me tudo quando decidiste não me dar nada. Talvez fosse esse o teu amor por mim, mesmo que na altura nenhum de nós o soubesse. Foste... agora vou eu.

Voltei a querer escrever com as emoções na ponta dos dedos e da melhor forma que sei. E isso é bom. Isto é bom.



M

1 comentário:

  1. Como diria a minha mãe após o meu primeiro desgosto amoroso: " O nome diz tudo... primeiro... de muitos ou alguns não sei mas depois deste, virá certamente algum outro que te faça bem mais feliz"

    P.S- vim devolver a passagem no meu cantinho ;)

    ResponderEliminar