sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Quote


"O que custa mais não é tanto lembrar - é não esquecer.
O que é que se faz com o que nos fica na cabeça, quando já não há nada para fazer?"

Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido



M

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Livro do Desassossego - excerto

Gosto muito, hei-de ler este livro um dia.

M


Dói-me qualquer sentimento que desconheço; falta-me qualquer argumento não sei sobre o quê; não tenho vontade nos nervos. Estou triste abaixo da consciência. E escrevo estas linhas, realmente mal-notadas, não para dizer isto, nem para dizer qualquer coisa, mas para dar um trabalho à minha desatenção. Vou enchendo lentamente, a traços moles de lápis rombo - que não tenho sentimentalidade para aparar - , o papel branco de embrulho de sanduíches, que me forneceram no café, porque eu não precisava de melhor e qualquer servia, desde que fosse branco. E dou-me por satisfeito.


BERNARDO SOARES
in "Livro do Desassossego"

De lugar nenhum

Sinto o sufoco
De um vazio sem anúncio
De um abraço
Que nunca chegou.

Um sorriso estranho
Que veio sem dizer
Quem era, de onde vinha,
O que tinha para esquecer...

Eu vim de lugar nenhum,
Sítios que não encontrei,
Quis partir, trazer comigo
Histórias que um dia contei.

Eu vim de lugar nenhum,
Trago em mim nada para dar,
Quis partir, tentar de novo,
Aprender quando parar.


M


sábado, 4 de janeiro de 2014

Not enough





That is the question.

M

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Acreditar

Acreditar... Como é que se faz para acreditar quando tudo nos escapa entre os dedos? Como é que se faz para lutar quando a luta não é nossa e só podemos assistir?
Estou a tentar descobrir. Estou a tentar acreditar e lutar e ser forte, mas o peso dos dias às vezes leva a melhor. E vejo por aí tantos olhares vazios em busca de um sentido qualquer para isto, escondidos atrás de sorrisos disfarçados. 
Isto, seja lá o que isto for, tem sempre o mesmo fim. Sim, é possível ser-se feliz no entretanto, mas (como li há algum tempo) é preciso deixar doer o que há para doer primeiro.

M





Imagem: http://estudos.gospelmais.com.br/files/2012/11/acreditar_e_crer_sao_as_mesmas_coisas.jpg

Nó na garganta

Tenho um nó na garganta que não me tem deixado escrever.
Pomos demasiado em jogo, pomo-nos demasiado em jogo. E vamos perdendo... e voltando a perder... e quando damos por isso perdemos foi o fio à meada.
Mais uma lição de vida, mais uma. E não queria isto, não queria nada disto, porque não é justo.
Outra vez, tudo outra vez... e eu, que não posso fazer nada e fico com este nó na garganta.

Quero esperar pelo melhor, mas só vejo o tempo a passar e o pior a chegar.

Sinceramente, não percebo. Outra pessoa, outro ano e a mesma história triste a acontecer.


Força, continua a lutar! Contra todas as probabilidades e prognósticos, vou continuar a acreditar contigo.



M