quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

páginas soltas, capítulos fechados.



     Gostava de parar o tempo, pará-lo só para mim e ficar quieta, em silêncio, a ver o resto do mundo girar. Sem razão nenhuma aparente, só porque sim. Ou talvez, só porque tenho curiosidade em ver o resto do mundo a  girar sem mim, em ver que, na verdade, nada ia mudar. 
     É mesmo assim, o mundo não muda se eu não estiver. Não porque me menospreze ou porque ache que sou menos que alguém, mas porque tenho consciência que não significo assim tanto. É um facto, talvez as pessoas que gostam de mim sentissem saudades, talvez alguém que nem conheço desse pela minha falta, talvez tanta coisa. No entanto, com o passar do tempo as coisas mudam, a memória vai deixando soltas as páginas que já se viraram e deixa voar os capítulos que foram fechados. A longo prazo ninguém vai saber sequer que existi, é assim, vai ser sempre assim.
     Quero ser algo agora, quero que sintam a minha falta agora, o "agora" é tudo o que temos e podemos tomar por garantido. Com os meus medos, os meus sonhos, as minhas coisas boas e más, que num todo constituem quem sou, estou aqui para quem gosto e para quem possa vir a gostar.
     


M

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um poema de que gosto muito e que faz todo o sentido...


I carry your heart with me

I carry your heart with me
(I carry it in my heart)
I am never without it
(anywhere I go you go, my dear; 
and whatever is done by only me is your doing,my darling)
I fear no fate
(for you are my fate,my sweet)
I want no world
(for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;
which grows higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart) 


Edward Estlin Cummings (E.E. Cummings) 



M