segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nunca se Perde uma Paixão

"Viver é, realmente, uma questão de tempo."

"Quantas vezes somos capazes de afirmar:"Perdi, não só, muitas pessoas. Perdi, sobretudo, inúmeras oportunidades de não as perder?" "

"-Tenho medo de não saber quando morre um amor...
(Pisca-lhe o olho.)
- O amor morre quando aceitamos ter uma vida normal."

"O nosso coração é uma plateia que se perde de vista. Na primeira fila estão todas as pessoas que sabem mais de nós do que nós próprios. Na segunda, aquelas que só aparecem de surpresa. Na quarta aquelas que telefonam antes de vir. Na terceira, as que foram importantes num gesto qualquer mas de quem quase nunca nos lembramos, a não ser quando um lembrete nos recorda o seu aniversário. E, depois, há a quinta e a sexta, e todas as filas que nunca se cansam de crescer."

"Ninguém chora por nada. Claro. É por tudo. Ao mesmo tempo. Mas quando nos sentimos muito, mas muito magoados percebemos que, afinal, chorámos por nada vezes demais."

"Às vezes, precisamos de nos perder no mundo duma pessoa para nos encontrarmos."

"Quando damos por isso, por mais que o nosso coração seja amigo do contraditório, estamos partidos ao meio."

"Passamos a vida a despir as pessoas. Por dentro. (...) Despirmo-nos por fora também depende do frio, por exemplo, é fácil. Despir por dentro, não. Despir por dentro implica que se desabotoe o coração. (...) há muitas pessoas que se despem, rapidamente, por fora, enquanto, por dentro, permanecem de coração abotoado. Até ao último botão. E isso não é amar. (...) Despirmo-nos por dentro supõe que sejamos autênticos e transparentes, nos gestos como nas palavras, na fantasia como nos medos, no sonho como na dor. E que só com a alma à superfície da pele nos habilitamos para o amor."


in Nunca se Perde uma Paixão - Eduardo Sá


M

sábado, 20 de julho de 2013

E é isto

"(...) sabem que agirá assim para não morrer antes de se matar."

O barulho vazio de palavras que enchem a rua, cheio de olhares que nada vêem. Vive-se, morre-se... e é isto. Temos um entretanto para deambular de um lado para o outro, em busca, muitas vezes, de uma verdade desconhecida. 
E, por um motivo ou por outro, existem tantas coisas que nos fazem sentir vivos e outras tantas que, a pouco e pouco, matam partes de quem somos. Chamam-lhe "morrer por dentro", e há dias em que isto faz todo o sentido.
Não lhe chamo estar triste, chamo-lhe estar viva, aprender a escolher onde e com quem estar. Dizem que faz parte andarmos perdidos de vez em quando... E depois? Depois havemos de, eventualmente, encontrar um caminho que faça sentido.


M