quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Entrelinhas e mais entrelinhas

Quase 3 meses passaram, e tu ainda aqui estás. Mas falar sem ver não é a mesma coisa... e é disso que sinto a falta.

No outro dia, disseste-me que preferes ouvir do que falar, que não é por não falares que signifique que não queiras falar. Sei que havia muito para ler nas entrelinhas, só gostava que o dissesses. Ainda aqui estou, à espera que o digas. Gostava tanto que o dissesses.

Noutro dia, noutra conversa, também me disseste que tinhas mudado as tuas prioridades. Mais entrelinhas. Mais espaços que preencho com significados incertos... Se pelo menos te visse a dizer isso, se pelo menos te visse num lugar qualquer!

Eu espero, mas não posso ser eu preencher as entrelinhas. Mais que tudo, porque as entrelinhas são tuas e não quero voltar a fazer planos imaginários que não vou cumprir. Posso ser eu a ouvir-te desta vez?

Espero que sim. Espero aqui, onde me sabes encontrar.




M

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Outra vez, mais uma vez

Voltaste. Sem dizer nada e, de um modo tão teu, deste "sinal" e esperaste pelo meu olá. 

Outra vez, mais uma vez, não demorei e encurtei a tua espera. Durante a conversa lembrei-me do quanto gosto de falar contigo, do quanto me fazes ver coisas que sozinha não vejo. Essa tua mania, irritantemente engraçada, de me despistar com respostas e atitudes inesperadas e assustadoramente directas... confesso que sempre me deixaram curiosa. Depois, também, vieram as memórias da tua ausência não-anunciada e do sentido que não consegui encontrar nisso. 

Não vou esperar mais de ti, enquanto me dizes que tinhas saudades de falar comigo. Não quero esperar mais de ti, como é que tens saudades e esperas que seja eu a calar o silêncio? Por outro lado, não te vou cobrar nada, nunca tive esse direito (mesmo que em alguns momentos o tenha desejado).

Outra vez, mais uma vez, vou ser a amiga que vieste procurar e vou deixar que sejas o amigo que não procurei mas que quis aparecer. Se é assim que tem de ser, então vou deixar ser sem pensar muito no assunto. 

Desta vez sei que tanto podes ficar até ao fim do dia como podes ficar por muito tempo. Sei que vou gostar desse tempo, dure o que durar.

Outra vez, mais uma vez, voltaste e, afinal, eu ainda aqui estava.



M

domingo, 31 de julho de 2016

Livre

Sempre acreditei nesta ideia de que para se ser feliz é preciso, primeiro, ser-se livre. Ás vezes isso implica ir embora, outras vezes implica aprender a olhar e a ver as o que nos rodeia de forma diferente e mais atenta. E esperar. Esperar que não sejamos loucos por querer mais, por querer o que dizem que não existe.
Ser feliz, ser livre, deixar que alguém seja ainda mais livre através de nós e connosco. Tanto quanto nós pudermos ser livres com e através desse alguém. 
Há esta vontade em mim de ser livre, de descobrir um mundo diferente dentro deste mundo. Nos detalhes, nos momentos, nos lugares. Acho que é possível, só ainda não sei como lá chegar.
Não sei, mas vou continuar à procura.
 
M

terça-feira, 28 de junho de 2016

Next to you

Uma daquelas músicas que se encontram por acaso e, palavra por palavra, acorde por acorde, fazem todo o sentido.

M



sábado, 14 de maio de 2016

Devia deixar de te lembrar

Devia deixar de te lembrar, mas ainda não consegui.
Passo por todos estes sítios - onde pensei ir contigo - e ali fico... a imaginar-nos aos dois. Parada a brincar ao faz de conta (com a cabeça e o coração) no meio do que ficou por acontecer.
Sinto a falta de falar contigo, era tudo tão descomplicado, tudo tão possível. Sinto a falta de passar horas contigo, frente a frente num café qualquer, como se o tempo nem sequer importasse. Os teus olhos seguiam cada um dos meus movimentos e sei que me viste - um ver de verdade - durante esses momentos.
O teu olhar e o teu sorriso, tímidos mas sinceros... sinto saudades disso também. Naqueles instantes eu era o centro do teu mundo, enquanto tu eras o centro do meu. Nunca ninguém me mostrou um olhar tão querido e uma vontade tão sincera de ficar. Daí a minha dificuldade em perceber o a seguir.
Admito que, quando apareceste, não te tinha visto. Mas tu viste-me e soubeste, detalhe a detalhe, deixar que te visse na simplicidade do tempo - novamente - frente a frente numa mesa de um café.
Depois disseste-me adeus e eu soube que não querias que esperasse ou que fosse atrás de ti. Já te disse que não gosto nada de despedidas? Sei que já não vou a tempo, mas já agora ficas a saber.
Espero que te encontres num outro alguém. Espero que saibas quando encontrares o teu porto seguro. Espero que sim.
Eu vou ficar aqui por mais um momento ou dois, depois hei-de voltar a escrever outra história. Aqui, ali ou noutro lugar qualquer, há-de haver sempre uma história qualquer para contar.


M

quarta-feira, 16 de março de 2016

Roubado e citado

De certa forma, apaixonamo-nos para podermos tocar no mundo. O mundo em que vivemos, apesar de pequeno no universo, é demasiado grande para nos apercebermos dele duma só vez. Então apaixonamo-nos, porque o Amor é a única forma de termos um mundo só para nós, que é simultaneamente pequeno o suficiente e grande que chegue.
Quando não Amamos ninguém, é o mundo que apesar de grande nos escapa por entre as mãos. Podemos ler todos os livros, ouvir todas as músicas, ver todos os filmes e até viajar incessantemente que não conseguimos ter toda a percepção dele, simplesmente por não o podermos partilhar com ninguém. 
Quando, depois de um período de solidão, nos apercebemos da capacidade que temos para nos apaixonarmos outra vez, é do mundo que temos fome. Porque é nele que está tudo aquilo que nos liga ao nosso Amor: um bilhete de cinema, uma cama no quarto ou uma música nas ondas hertzianas.
 
From: http://naocompreendoasmulheres.blogspot.pt/2016/03/coisas-que-fascinam-209.html
M

sexta-feira, 11 de março de 2016

Sem título

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end 

É isto.

M

domingo, 31 de janeiro de 2016

Quoting once more

"(...) Olha ao teu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos. Não fazemos mesmo parte disso! Entrámos sem telefone na mão, na expectativa de encontrar pessoas simpáticas e interessantes, com conversas interessantes, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de estatutos onde as pessoas não vão querer-te porque tu moras longe, ou porque não gostam da tua cor de cabelo ou porque tu não curtes os Beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém. Eu passo por essa legião como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está ao redor enquanto procuram alguém no tinder.

E eu importo-me? Não mais. Sou inamorável porque não me importo com nada disso. Não me importo com nenhum desse estatuto, não me importo em quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se terei que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um convite para ir ver o show dos Beatles porque é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Porque eu sou assim, e se antes era isto que procurávamos em alguém, hoje em dia somos considerados inamoráveis por mantermos o coração e a mente aberta."

Fonte: http://jafoste.net/a-geracao-de-mulheres-inamoraveis/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Digo-te adeus

Hoje, enquanto olho discretamente para quem acho que veio mudar o meu rumo, digo-te adeus. Digo-te que espero que sejas o feliz que não pude fazer-te e, se puderes, ainda mais. Não voltes atrás, agora já não há volta a dar porque, pela primeira vez, não vou lá estar.

Foste tudo o que um dia quis e, também, tudo o que durante muito tempo desfiz. Desfiz de mim, em mim, para mim. Ensinaste-me a esperar por quem merece, a querer o que não esquece e o que não parte sem mim.

Vais ser sempre o primeiro. Aquele a quem disse "gosto muito de ti" na inocência da idade e na expectativa do retorno (que não aconteceu).  Ainda assim, serás sempre o que vou lembrar com o coração e a força de saber o quanto aprendi a amar - nas pessoas, nos gestos, nos momentos - sem ti, sem palavras e sem grande justificação.

Deste-me tudo quando decidiste não me dar nada. Talvez fosse esse o teu amor por mim, mesmo que na altura nenhum de nós o soubesse. Foste... agora vou eu.

Voltei a querer escrever com as emoções na ponta dos dedos e da melhor forma que sei. E isso é bom. Isto é bom.



M

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Há qualquer coisa

Há qualquer coisa em ti que me deixa curiosa. 
Há qualquer coisa no sorriso aberto e, ao mesmo tempo, tímido que me mostras quando passo por ti e não podemos falar. (Gosto da forma como os teus olhos também me sorriem). 
Há qualquer coisa na forma natural como conversas comigo com um à vontade de quem - parece - me conhece há anos. E afinal só nos conhecemos há um par de semanas. 
És o inesperado por que tenho estado à espera? Ou estás só de passagem e eu estou a ver coisas a mais?
Por uma vez não quero saber. Por uma vez e em bom português... que se lixe! Vamos ver o que mais me vais mostrar e vamos ver o que mais te vou mostrar. E, depois, se for tempo de dar, vamos ver qual é o caminho.

Há qualquer coisa em ti.

M