sábado, 14 de maio de 2016

Devia deixar de te lembrar

Devia deixar de te lembrar, mas ainda não consegui.
Passo por todos estes sítios - onde pensei ir contigo - e ali fico... a imaginar-nos aos dois. Parada a brincar ao faz de conta (com a cabeça e o coração) no meio do que ficou por acontecer.
Sinto a falta de falar contigo, era tudo tão descomplicado, tudo tão possível. Sinto a falta de passar horas contigo, frente a frente num café qualquer, como se o tempo nem sequer importasse. Os teus olhos seguiam cada um dos meus movimentos e sei que me viste - um ver de verdade - durante esses momentos.
O teu olhar e o teu sorriso, tímidos mas sinceros... sinto saudades disso também. Naqueles instantes eu era o centro do teu mundo, enquanto tu eras o centro do meu. Nunca ninguém me mostrou um olhar tão querido e uma vontade tão sincera de ficar. Daí a minha dificuldade em perceber o a seguir.
Admito que, quando apareceste, não te tinha visto. Mas tu viste-me e soubeste, detalhe a detalhe, deixar que te visse na simplicidade do tempo - novamente - frente a frente numa mesa de um café.
Depois disseste-me adeus e eu soube que não querias que esperasse ou que fosse atrás de ti. Já te disse que não gosto nada de despedidas? Sei que já não vou a tempo, mas já agora ficas a saber.
Espero que te encontres num outro alguém. Espero que saibas quando encontrares o teu porto seguro. Espero que sim.
Eu vou ficar aqui por mais um momento ou dois, depois hei-de voltar a escrever outra história. Aqui, ali ou noutro lugar qualquer, há-de haver sempre uma história qualquer para contar.


M

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