domingo, 31 de julho de 2016

Livre

Sempre acreditei nesta ideia de que para se ser feliz é preciso, primeiro, ser-se livre. Ás vezes isso implica ir embora, outras vezes implica aprender a olhar e a ver as o que nos rodeia de forma diferente e mais atenta. E esperar. Esperar que não sejamos loucos por querer mais, por querer o que dizem que não existe.
Ser feliz, ser livre, deixar que alguém seja ainda mais livre através de nós e connosco. Tanto quanto nós pudermos ser livres com e através desse alguém. 
Há esta vontade em mim de ser livre, de descobrir um mundo diferente dentro deste mundo. Nos detalhes, nos momentos, nos lugares. Acho que é possível, só ainda não sei como lá chegar.
Não sei, mas vou continuar à procura.
 
M

2 comentários:

  1. Também sempre acreditei nisso. Mas, um dia desses, assistindo Clube da Luta, fiquei pensando: "Será que vale mesmo a pena ser livre?" Sabe, ser livre de verdade. Poder fazer o que eu quiser, mesmo que isso seja a pior coisa do mundo. E o meu medo é, sendo livre, não ser feliz.

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    1. Acho que se não formos livres vai sempre haver uma parte de nós a querer fugir. E (pelo menos na minha cabeça) isso vai fazer com que, mesmo querendo, não consigamos dar o melhor de nós.
      Além disso, mesmo evitando essa vontade de fazer o que se quer, acabamos por fazer as nossas asneiras. Então... porque não arriscar e talvez valha a pena? O pior que pode acontecer é ficar como está, mas sem a dúvida do que teria acontecido se tivesse tentado.

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